Ana Ribeiro
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Poesilhas Net
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« em: 04 de Novembro 2005, 15:14:41 » |
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Talvez me sinta obcecada E transtornada... Como gostava dessa luz em mim, Que me trazia paz e calma E num grito da alma, Que se confunde Com o explodir de sentidos (Como esses olhares perdidos, Que se afundam em mim... São aparecidos e esquecidos Na mesma altura), Arrependo-me por ser assim...
Lembro o toque, a fantasia do momento... É o seu passatempo fazer-me sofrer. É o meu descontentamento, Que não se quer perder. É um pesar de consciência, Ou a paciência que vai para além De um céu cinzento, que se quer desfazer E de um esmagar do ser... É uma sentinela do viver.
Quero sinceramente esquecer tudo, Pode ser que um dia eu mude E me permita ouvir, O que custa tanto admitir... É uma ténue esperança, Que não vem da lembrança De um passado camuflado E reservado ao momento De se ter algo bem guardado E intransmitido, Talvez nada esteja perdido...
Invoco a minha necessidade, Que aspira a outros paraísos, Para acalmar os ferozes juízos Que eu teço a mim mesma. E confesso que me perco De tudo o que é sensato... São muitas as ordens que não acato, Não dou ouvidos à razão... Isolo-me da natureza E perco a certeza... sinto a dureza do pensar.
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